Crémant, blanquette, clairette ou champagne?

NORMANDIE: CIVC-PARIS-SIPA PRESS-JP BALTEL

No verão brasileiro, nada mais agradável que um espumante!

Brasil virou um grande produtor – e consumidor – de borbulhas. Sinônimo de festa e descontração, um espumante se toma bem em qualquer ocasião! Na França, tem muitas denominações de vinho espumante, fora do famoso Champagne, que ainda são desconhecidas aqui, mesmo com ótimo custo-beneficio, a primeira entre elas sendo o “crémant”!.

Um “crémant” é um vinho espumante produzido pelo método tradicional (“méthode traditionnelle” também chamada “méthode champenoise” na região da Champagne) numa área de denominação particular (fora da Champagne).

Uma coisa importante para lembrar: Champagne só vem da região Champagne! Então não pode ter Champagne da Borgonha ou Champagne do Brasil. Im-po-ssí-vel! A regulação é bem estrita! Um crémant vem de outras regiões da França e é produzido com outras uvas em terroirs diferentes.

Mas, fora disso, o método de produção é o mesmo entre um Champagne e um crémant. Tem crémants de Loire, de Borgonha, de Bordeaux, d’Alsacia etc. e cada produção respeite especificações técnicas próprias da região (tipo de uva, território, estilo da vinícola…) .

Os diferentes crémants franceses:

La méthode traditionnelle

A vinificação começa com a primeira fermentação alcóolica que vai transformar o suco de uva em vinho. Os fermentos que existem naturalmente na uva vão “comer” o açúcar e produzir gás carbônico. Assim que o açúcar é consumido, o vinho de base já esta produzido.

Basicamente, um crémant é produzido da maneira seguinte:

L’assemblage: mistura do vinho de base com vinhos dos anos anteriores, seguindo a receita do enólogo de cada vinícola. Isso da o estilo da “maison”.

Depois disso, acontece a secunda fermentação, na garrafa mesmo (prise de mousse). Aí, o enólogo adiciona uma liqueur de tirage (composta de açúcar e fermentos – de novo! -) para iniciar esta “prise de mousse” etapa também chamada tirage.

Em regiões como Limoux (Languedoc), para a denominação Blanquette método ancestral, essa “prise de mousse” deve acontecer só nas noites de lua cheia, colocando um lado místico a este vinho! (vamos falar disso num próximo artigo, ok?)

Depois disso, o vinho vai na garrafa, encerrado com cápsula de ferro.

ACO65J030

A dosagem de açúcar é muito importante porque disso vai depender muitas coisas: as denominações brut, extra-brut, ultra-brut, demi-sec..

Depois da etapa de remuage (mexida de um quarto de circulo dada a cada garrafa) acontece a etapa de dégorgement durante qual o enólogo faz expulsar o deposito colocando a garrafa num balde super frio para congelar aquele deposito.

Na França, se diz que um bom crémant pode ser as vezes melhor que um champagne fraco!

Tudo depende do seu gosto, pois como já falei, um bom vinho é vinho que você gosta!

Santé!

P.S.: falaremos da Clairette e da Blanquette num próximo post, fiquem ligados!

Você poderia gostar desses posts:

Vinho: gosta ou não gosta?

Dicas sobre Champagne

Dicas simples – As principais denominações dos vinhos franceses

Crédit fotos: Comité Interprofessionnel des Vins de Champagne – CIVC

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